
Quis desenhar, escrever sexta-feira
Que antes julguei cedo demais
E passei semana inteira
Perdido, soturno, sem eira nem beira
Tentando ocupar-me de coisas banais
Travou-me a vergonha e o mais que me impede
De rir ou sorrir é o tanto que tenho
Do pouco que exijo, o corpo me pede
A mente resiste e alma não cede
Vontade não falta, talvez o empenho
Fecho a porta, apago a luz
Mas nada me apaga a memória
Se nem o que escrevo, o que sinto seduz
Saber que em meu peito carrego esta cruz
É fardo pesado, para tão curta história
Ruga a ruga se tatua
Em minha pele tamanha saudade
De palavra despida, dita tão crua
De um beijo roubado na rua
Ou da certeza de uma amizade
Que antes julguei cedo demais
E passei semana inteira
Perdido, soturno, sem eira nem beira
Tentando ocupar-me de coisas banais
Travou-me a vergonha e o mais que me impede
De rir ou sorrir é o tanto que tenho
Do pouco que exijo, o corpo me pede
A mente resiste e alma não cede
Vontade não falta, talvez o empenho
Fecho a porta, apago a luz
Mas nada me apaga a memória
Se nem o que escrevo, o que sinto seduz
Saber que em meu peito carrego esta cruz
É fardo pesado, para tão curta história
Ruga a ruga se tatua
Em minha pele tamanha saudade
De palavra despida, dita tão crua
De um beijo roubado na rua
Ou da certeza de uma amizade

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