2006-11-15

Verdade Inventada




Os tempos idos, levados
Na voz embargada, triste, forçada
Passos cruzados, lentos, marcados
Tudo conta quase nada
Mas eu insisto e vou na estrada

Perdi o tempo e a hora marcada
Mas lembro de leve o discurso
Tudo era pouco ou nada
Mas eu insisto e ando na estrada
Tentando marcar meu percurso

O brilho esbatido, ofuscado
Na jóia gasta, perdida, roubada
Largada ao destino do vento gelado
Vale agora pouco ou nada
Mas eu persisto e estou nesta estrada

O que a meus olhos era regra sem falta
Palavra com jura, lenda encantada
À mesa jogada a carta mais alta
De nada valia, verdade inventada
Mas nunca desisto... e sigo na estrada

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