2007-04-27

Pouco Importa


Cai a noite e a folha no chão
e eu
Pouco importa
Na cama lavada, o colchão
suporta o peso da carne morta
vazia

Fecho um olho, o outro não
Esqueço tudo

Na alma não guardo
o que do corpo se solta
Nas voltas que a vida dá
de mim pouco se verá
A menos que dispenses escolta
E me dês por fim alvará
aí sim
Ergo o mundo à tua volta

Senão... fecho o outro
E esquecem-me todos
Pouco importa

O medo depois é que me chamem impossível
Dono de tudo e de nada
Ou apenas degrau de uma escada
Chapacho pisado á entrada
Que te importa?

Já eu não digo o mesmo...

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