
Diluído o sol no alto mar
fundem-se as cores da jornada finda
em negro manto escuro altar
propicio tom ao penoso cantar
do vento sul, da chuva vinda
No discorrer da reza se contam
as contas frias de um rosário
De véu e vestido se aprontam
em lendas e crenças se montam
desarrumam a fé do armário
Dona, senhora se exalta
e é tão alta a berraria
que com susto nos assalta
pois medo é coisa que não falta
e quem o rejeita, o contraria
É assim, decidido e indiferente
que à faina se lança mais um
a volta sempre intermitente
e a colheita insuficiente
prorroga infinito jejum
Noite que é noite não geme
ao chegar de um outro dia
Gente que a vive não teme
encara-a, mão firme no leme
e de peito aberto, novo sol anuncia
fundem-se as cores da jornada finda
em negro manto escuro altar
propicio tom ao penoso cantar
do vento sul, da chuva vinda
No discorrer da reza se contam
as contas frias de um rosário
De véu e vestido se aprontam
em lendas e crenças se montam
desarrumam a fé do armário
Dona, senhora se exalta
e é tão alta a berraria
que com susto nos assalta
pois medo é coisa que não falta
e quem o rejeita, o contraria
É assim, decidido e indiferente
que à faina se lança mais um
a volta sempre intermitente
e a colheita insuficiente
prorroga infinito jejum
Noite que é noite não geme
ao chegar de um outro dia
Gente que a vive não teme
encara-a, mão firme no leme
e de peito aberto, novo sol anuncia

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