
Não escrevo para sentir, pois não devo
Sinto para ter o que escrever
Leio o que digo mas só para aprender
A saber sentir aquilo que escrevo
Se muito penso pouco me entendo
Se não me percebo, penso demais
Quanto mais quero menos me lembro
E vou de Janeiro a Dezembro
Sem escrever duas frases iguais
Pouco me importa se escrevo a preceito
Mas se não escrevo tudo me interessa
Se faltam palavras, não penso na pressa
Não suporto nem quero escrever contrafeito
Se muito me peço a pouco me obrigo
Que pouco a pouco dá-me mais gozo
Não brinco com letras, mas elas comigo
Leio-me por dentro, mas sem olhar meu umbigo
Que olhar para mim mesmo deixa-me nervoso
Não quero ser muito, quero-me inteiro
Difícil de entender, fácil de definir
De alvo em movimento e tiro certeiro
A tempo do tempo que está para vir
Sinto para ter o que escrever
Leio o que digo mas só para aprender
A saber sentir aquilo que escrevo
Se muito penso pouco me entendo
Se não me percebo, penso demais
Quanto mais quero menos me lembro
E vou de Janeiro a Dezembro
Sem escrever duas frases iguais
Pouco me importa se escrevo a preceito
Mas se não escrevo tudo me interessa
Se faltam palavras, não penso na pressa
Não suporto nem quero escrever contrafeito
Se muito me peço a pouco me obrigo
Que pouco a pouco dá-me mais gozo
Não brinco com letras, mas elas comigo
Leio-me por dentro, mas sem olhar meu umbigo
Que olhar para mim mesmo deixa-me nervoso
Não quero ser muito, quero-me inteiro
Difícil de entender, fácil de definir
De alvo em movimento e tiro certeiro
A tempo do tempo que está para vir

1 comentários:
Não me conheces,nem eu a ti. Apenas leio-te no jornal. De facto gosto do que escreves, uns poemas melhores que outros mas sempre na média. Continua! Catarina
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