
A chuva que caí já não lava
De mim tão pesada vergonha
Que em minha pele cada dia se encrava
E do bolo me sai sempre a fava
Não fosse esta vida injustiça tamanha
No meio da rua ou no fim desta estrada
Caminho sozinho, sem fado nem norte
Perdi o tempo e fio à meada
Bolso vazio ou cheio de nada
Lanço a carta mais baixa e dados à sorte
Quem não rega suas flores
Só colherá o pó da estrada
Mente quem diz não sentir suas dores
E mata quem morre de amores
Chora quem vê sua jura ceifada
Derramado o leite, não há quem o beba
E quem o deseje não falta no mundo
Falta-me força, não falta quem deva
Deve-me o tempo segundos que leva
Quem muito alto voa, espera-lhe o fundo
De mim tão pesada vergonha
Que em minha pele cada dia se encrava
E do bolo me sai sempre a fava
Não fosse esta vida injustiça tamanha
No meio da rua ou no fim desta estrada
Caminho sozinho, sem fado nem norte
Perdi o tempo e fio à meada
Bolso vazio ou cheio de nada
Lanço a carta mais baixa e dados à sorte
Quem não rega suas flores
Só colherá o pó da estrada
Mente quem diz não sentir suas dores
E mata quem morre de amores
Chora quem vê sua jura ceifada
Derramado o leite, não há quem o beba
E quem o deseje não falta no mundo
Falta-me força, não falta quem deva
Deve-me o tempo segundos que leva
Quem muito alto voa, espera-lhe o fundo

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